img_caminho-de-salomao-apresentacao[1]Existiu, no século XVI, um paquiderme indiano que caminhou de Lisboa a Viena, para ser oferecido pelo rei D. João III ao arquiduque da Áustria Maximiliano II (seu primo), cuja história foi contada em 2008 pelo Nobel José Saramago, em “A Viagem do Elefante”, uma metáfora da vida humana.

Já no ano de 2009, José Saramago quis marcar com Pilar del Río novos apeadeiros entre os dois pontos da viagem portuguesa que escrevera, um ano antes, para o elefante Salomão. «Então vamos lá a esta viagem a Portugal», disse Saramago ao iniciara viagem com os amigos de Salomão, e que para o Nobel seria «também uma viagem interior, pela literatura e pela memória», talvez, pressentindo ser a sua última, por Portugal, e a partir da qual se gerou definitivamente um novo itinerário. Nascido o Caminho de Salomão, se os seus leitores encontrarem nele razões para redescobrirem outras épocas, nomeadamente a quinhentista, também os sabores, memórias, mitos, lendas e tradições locais, outros criadores artísticos, perguntarem pelas Aldeias Históricas de Portugal, ou pelos caminhos portugueses para Santiago de Compostela, então, ele cumprirá a sua função. Uma parte desse caminho, na região do Vale do Côa, indica-se nestas páginas, mas o verdadeiro caminho é seu.

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