Nas montanhas do nordeste de Portugal, região de extensos olivais, onde no início da primavera (fevereiro e março) florescem amendoeiras e no outono (setembro e outubro) as vinhas se cobrem de folhas cor de fogo, corre para o rio Douro um afluente cujo nome se tornou universal: é o Côa, que encerra ao longo do vale um expressivo ciclo artístico. Milénio após milénio, as rochas de xisto que delimitam o seu leito foram-se convertendo em painéis de arte, com milhares de gravuras legadas pelo impulso criador dos nossos antepassados.

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